domingo, 24 de fevereiro de 2013

Diz-me com quem andas... 2


As imagens da "blogueira" cubana Yoani Sanches publicadas no UOL/Estadão dizem tudo sobre a moça.

Recebida calorosamente por Aécio Neves, o homem dos 45 erros


Oposição embalando e protegendo a cria

O olhar de carinho e admiração do padrinho político Alckmin 

Como diz o Cloca, "Cada um tem a blogueira cubana que merece"

Blogueira cubana Norelys Morales falou sobre o blog IslaMía no 1º BlogProgRS














Norelys comemora com os organizadores o sucesso do 1º BlogProgRS













Zeza entrevista Norelys no Pig Parade do 1º BlogProgRS na Redenção

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Diz-me com quem andas...

O texto abaixo foi publicado ontem (30) no Blog do Miro, do querido amigo Altamiro Borges. 

Especialista em coligações absurdas, pra não dizer condenáveis, a (mais-uma-vez) candidata pelo PCdoB à Prefeitura de Porto Alegre, Manuela d'Ávila, tem como vice o vereador Nelcir Tessaro, do PSD, mesmo partido de Kátia Abreu. O que pretende a postulante ao mais alto cargo do Executivo porto-alegrense com essa parceria? Importar a cultura escravagista do PSD e da senadora ruralista para a capital gaúcha? Altamiro Borges, também do PCdoB, não toca no assunto.

Kátia Abreu e o resgate de escravos
Por Altamiro Borges

"A Superintendência Regional de Trabalho e Emprego do Tocantins (SRTE/TO) libertou 56 pessoas de condições análogas à escravidão da Fazenda Água Amarela, em Araguatins (TO). A área reflorestada de eucaliptos, que também abrigava 99 fornos de carvão vegetal, estava sendo explorada pela RPC Energética. De acordo com apurações da fiscalização trabalhista, ainda que registrada em nome de um 'laranja', a empresa pertence a Paulo Alexandre Bernardes da Silva Júnior e André Luiz de Castro Abreu, irmão da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), liderança ruralista que também é presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)".
A informação acima foi publicada nesta semana pelo sítio Repórter Brasil. Segundo a reportagem, assinada por Bianca Pyl, Guilherme Zocchio e Maurício Hashizume, a empresa flagrada produzia matéria-prima para a siderúrgica Fergumar (Ferro Gusa do Maranhão Ltda.). "Instalada em Açailândia (MA), a Fergumar é dona da fazenda e recebeu os 18 autos de infração lavrados na operação - que foi concluída na semana passada. Esta não é a primeira vez que a empresa foi implicada em caso de trabalho escravo".
Servidão por dívida, jornada exaustiva e aliciamento

A fiscalização constatou a existência de condições degradantes nas frentes de trabalho e nos alojamentos, de servidão por dívida, de jornada exaustiva e de aliciamento, o que fundamentou a caracterização do trabalho análogo à escravidão. "Uma das vítimas não tinha sequer 18 anos completos, confirma o auditor fiscal do trabalho que coordenou a inspeção, Humberto Célio Pereira". Os trabalhadores não dispunham de banheiros em condições de uso nem de água potável.

"O aliciamento foi verificado por meio da atuação do 'gato' (intermediador de mão de obra) Maurício Sobrinho Santos, que atraiu e recrutou trabalhadores nos municípios de Vargem Grande (MG), São João Paraíso (MG) e Boa Sorte (MG), além de Açailândia (MA), cidade que abriga a própria planta da Fergumar. A promessa, como de costume, era de condições de trabalho decente, evidentemente com a perspectiva de pagamento de fartos salários".

Condições degradantes de trabalho

"A rotina os trabalhadores começava às 4h da manhã, quando eles pegavam o transporte fornecido pelo empregador para a Fazenda Água Amarela. A labuta na propriedade rural começava por volta das 6h e seguia até 16h, com uma pequena pausa de 15min para o almoço. O retorno aos alojamentos só se dava depois das 17h. Quando da libertação, eles estavam trabalhando no local há cerca de três meses. O motorista do ônibus que recolhia os empregados não era habilitado e o transporte entre as frentes de trabalho era feito em caminhões e tratores de carga, de modo completamente irregular".

Todo o carvão vegetal produzido na área tinha como destino a usina da siderúrgica Fergumar, que informa em seu site que escoa 80% de sua produção para os EUA, especialmente para as indústrias de automóveis. Os 18 autos de infração foram direcionados à Fergumar, que não atendeu aos pedidos de esclarecimento. "A reportagem tentou contato com os responsáveis pela RPC e pela Reflorestar, mas não conseguiu parecer dos mesmos sobre o ocorrido. Também a senadora Kátia Abreu, que está temporariamente em licença médica do cargo parlamentar, não deu retorno até o fechamento desta matéria", conclui a Repórter Brasil.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tarso responde a Coimbra na lata!

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Quem leu a (argh!) Zero Hora de hoje, viu a barbaridade do texto publicado na página 2, de autoria do "jornalista" David Coimbra. O sujeito faz, despudoradamente e em espaço destinado aos editoriais do tablóide, a apologia à privatização do sistema prisional. Isso após o "jornalista" Lasier Martins ter feito um comentário infeliz na edição de ontem do Jornal do Almoço, também da RBS, opinando que o tráfico nos presídios "até amansa um pouco os detentos, viciados e traficantes". É, caro leitor, ele estava opinando sim, e em espaço de concessão pública. Isso me deixa... Depois tem gente que ainda é contra o Conselho de Comunicação.

Bom. Voltando ao Coimbra: quem estava angustiado, fulo ou entristecido desde as primeiras horas da manhã, aguardando a reação do Piratini ao texto do suposto jornalista, já pode se tranquilizar. O Executivo não iria mesmo silenciar diante de tamanho abuso do quarto poder. O RS Urgente, blog do jornalista Marco Weissheimer, entrevistou o governador Tarso Genro sobre a situação do presídio central. Isso, entrevistou, coisa que jornalista de verdade faz. Aí vai, na íntegra, pros viciados em cafezinho:


RS Urgente - Governador, qual a reação do senhor ao ver o estado atual do Presídio Central?

Tarso Genro - Acho que todos os gaúchos estão envergonhados com a situação do Presídio Central. Mas eu, particularmente, sinto-me, além de envergonhado, contente por estar orientando o governo, desde o início da gestão, para incidir fortemente sobre aquela vergonha nacional. Comecei este trabalho na época em que era ministro da Justiça, quando passei vultosos recursos para a reforma do presídio Anibal Bruno, de Pernambuco, que era tão vergonhoso como o Presídio Central. Não consegui mandar recursos para o Rio Grande do Sul porque, naquela época, as autoridades locais não preencheram os requisitos necessários para receber o dinheiro, por razões técnicas ou políticas que desconheço.

RSU - Na edição de Zero Hora desta sexta-feira, o colunista David Coimbra pergunta se o senhor “não tem vergonha” da situação. Qual a sua resposta a essa indagação?

TG - Convido o jornalista que escreveu o isento artigo a ter vergonha comigo. Mais vergonha, talvez, porque, afinal, os dois governos que nos precederam foram eleitos com o apoio ostensivo das editorias da rede de comunicação onde ele trabalha. Os últimos oito anos de total descaso com o Presídio Central é que resultaram esta situação dramática que, paulatinamente, vamos corrigir. Ou alguém pensa que drama do presídio é resultado dos últimos 15 meses? Portanto, em oito anos de governos que foram eleitos com o ostensivo apoio dos “formadores de opinião” do jornal ao qual o referido jornalista presta o seu serviço, pouco ou nada foi feito em relação ao Presídio Central.

É bom a gente socializar a vergonha, se não parece que a imprensa é uma estrutura de poder “neutra”, composta só por pessoas puras e dotadas de incrível senso de responsabilidade pública, que não tem nenhuma responsabilidade com o que ocorre na esfera da política e nas decisões de Estado. Eu gostei do artigo. Achei muito bom o texto. Mas como represento uma instituição -o Executivo Estadual- e um projeto político -da Unidade Popular Pelo Rio Grande- convido-o a refletir sobre a herança que recebemos, cuja construção não teve o nosso apoio nem a nossa cumplicidade política, para que todos nos envergonhemos. E para que passemos a trabalhar juntos para construir um novo Rio Grande.

RSU - Na sua avaliação, a privatização é uma solução para o problema dos presídios?

TG - Não vamos diminuir ou abdicar das nossas funções, como ocorrido em gestões anteriores. Esta é uma questão constitucional: a custódia dos detentos é responsabilidade do Estado. Qualquer empresa que entra em um negócio visa o lucro e o sistema prisional não serve para isso. Quero deixar claro que não somos contrários às PPPs. Pelo contrário, estamos encaminhando algumas. Mas elas não podem ser feitas no sistema prisional.

Em um passado recente, era de bom tom neoliberal reduzir as funções públicas do Estado, fazer promoções para demissões voluntárias, como ocorreu no governo Britto (referência para alguns como “modelo de gestão”), aplicar brutais arrochos salariais em todos os servidores, principalmente da Susepe, policiais civis e militares, terceirizar serviços e dar isenções fiscais concentradas exclusivamente em grandes empresas, deixando a base produtiva histórica do estado a ver navios. E mais, ainda restam 50 mil ações da Lei Britto para pagar, presente herdado por todos os governos que sucederam o governador Britto, ponto culminante da arrogância neoliberal no nosso estado.

Entrevista publicada agora à tarde no blog RS Urgente.